quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eu assisto minha vida sentada no meio fio.

Sento no meio fio e deixo a vida passar.
E ela parece que pirraça, não passa.
Todos passam, mas a minha vida não.
Não a vejo mais diante dos meus olhos.
Não me reconheço diante do espelho.
Sento no meio fio e espero o sol aquecer o meu corpo.
Quem sabe derreter o frio nesse coração.
Você foi, eu fui.
Nós fomos em direções opostas.
E agora o que resta?
Não sei...as palavras já foram embora, os sorrisos também.
Assisto minha vida sentada no meio fio e não vejo nada.

"Eu assisto minha vida sentada no meio fio, esperando o sol me aquecer"- Simonami

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Segure-me em Seus braços


É Você quem vai guardar as minhas lágrimas.
É Você que vai cuidar desse triste coração.
É Você que irá falar comigo quando todos forem embora.
Quando todos virarem as costas Você estará de braços abertos esperando por mim.
Então segure-me em Seus braços, não me deixe cair.
Ás vezes o mundo me assusta, ás vezes eu tenho medo.
Mas sei que para Ti sou sua eterna criança.
Pai! Aba!
Segure-me em Seus braços e cante para as canções de ninar do céu.
Canções que desfaçam o medo do meu coração.
Eu sei que lá na frente irei sorrir de novo mas por enquanto a tristeza é tão grande que não consigo enxergar a luz.
Leva-me de volta para casa. 
Cante para mim...
Não me deixe só.

domingo, 20 de setembro de 2015

Desencontros


Em que estrada da vida começamos a nos perder?
Em que parte do caminho nos desencontramos?
Nessas idas e vindas onde deixamos o nosso amor?
Não sou mais seu bem querer? Ou estou querendo demais?
Já aprendi a viver com a saudade apesar da dor que ela me causa.
Mas sinto que a indiferença quer fazer morada...
E meu bem, a indiferença é pior que o ódio.
Eu não quero que nos percamos, mas também não quero me perder de mim.
Espero que possamos nos reencontrar.
Achar a chama que acendia o nosso amor.
Que eu possa te olhar com o mesmo brilho nos olhos.
É o que mais quero, embora parte de mim não acredite mais...

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sebos, livros usados, lembranças e histórias

                                                         
Dia desses, essa semana estava procurando idéias sobre o que fazer com livros velhos (nesse caso, livros muito velhos mesmo). Eu queria fazer uma arte, item de decoração, qualquer coisa com um livro de páginas bem amareladas que encontrei por aqui. Comecei minha busca na net e assim como no dia que tentei achar uma surpresa pro love não encontrei nada que fosse a minha cara. E de site em site, blog em blog acabei parando nos vlogs e vídeos do Youtube e descobri que existem pouquíssimos vídeos falando sobre livros antigos e tal. 
Enfim, encontrei um vídeo de um garoto falando sobre um sebo na internet que vende livros a 1,00 real, outro de uma mulher reclamando dos preços dos livros das sebos atuais e um super fofo de um menino dizendo que ama livros velhos e suas pintinhas. Fui deitar para dormir e me lembrei da época de escola: Na 6ª série (atual 7° ano) meus pais não estavam em condições de comprar livros novos (meu pai estava desempregado e fazendo "bicos" para sustentar a casa, minha mãe estava atuando como professora infantil) e minha mãe resolveu comprar em sebos, de início não gostei da ideia mas depois acabei me acostumando. Isso me fez lembrar que no Ensino Médio os livros eram mais caros ainda e difíceis de encontrar em sebos, ao passo que tive que estudar com apenas alguns e me "virar" nas outras disciplinas, pegando emprestado, estudando com as colegas e tal, e que por muitas vezes tive dificuldades em algumas matérias pela falta do livro. (Longe de mim passar aqui uma história de superação porque acredito que quando a gente quer a gente consegue). 
Agora por exemplo estou fazendo pós em Neuroaprendizagem e preciso comprar alguns livros que chegam a custar 400 reais e no momento de transição que estou passando (saí do emprego, troquei de cidade, coisa e tal) não tenho como gastar essa quantia em um livro.
O que quero dizer é a importância dos livros mesmos usados, há um tempo venho me preocupado com a finalidade de alguns livros que não uso mais. Acho um desperdício ter na estante um livro que sei que não vou mais ler, ou não tenho nenhum apego, enquanto outra pessoa pode fazer uso bem melhor dele.
Vi no em um blog http://bonjourcircus.blogspot.com.br/ comentando sobre a ferramenta de troca plus do Skoob, estou tentando me adaptar e fazer uso dela. Então escrevi todo esse post para dizer: se não usa um livro, doe, venda mais barato, passe para amigos, com certeza vai ter muito mais uso do que acumular poeira na sua estante.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Irará

Vejo Irará no verde da paisagem, na tranquilidade das ruas, nas histórias contadas, nas paredes antigas. Vejo Irará na terra que suja o pé e que traz o fruto. No sorriso da criança, na esperança do idoso...

 Foto: Talita Carvalho

Casa da Cultura. Foto: Talita Carvalho

 Foto: Paulo Ricardo
Foto: Paulo Ricardo



Foto: Ruy Wesley



Foto: Talita Carvalho

Tentei trazer através de algumas fotos um pouco da cidade que morei ano passado: Irará-BA.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Tempestade

Era uma noite fria de tempestade lá fora e aqui dentro. Ele se despediu se nada dizer. Em seus olhos apenas a decepção estampada.  Nos meus, as lágrimas se misturavam com as gotas das chuvas. Por que terminamos assim? Ele se foi e nem sequer falou o motivo.

Ela não queria me entender. Vive em seu mundo ridiculamente esquematizado. Amor não precisa de tantas regras ou lógicas. Parti, não por querer ir, mas por não ter como ficar. Não somos mais compatíveis...ah sei lá ás vezes o amor é uma m...